Quem ouve nunca mais dela se esquece
Entre números passeava olhando o fio da meada. Bocas e fios de cabelo imaginários, como nas ficções de borges, não eram as ruínas circulares sua história preferida desde sempre? Não, era os dois reis e os dois labirintos, ou outro nome parecido. Anyway. Imaginar jamais, o segredo seria não imaginar. Pois de mim não se ouve uma palavra, minha trilha sonora sempre foi melhor escrita que falada.
Parar pra que pra que parar parar o que?
Mistérios. E quem viveria sem saber? Minutos escoando. Tempo imobilizado. Pensamento fixo. Não agora, não depois de descobrir que os gatos. O sudoeste entrando torto entre dois prédios, hoje é lua cheia, se não é foi ontem, deu quase pra sentir ele ontem à noite, o tempo da colheita, mudança de estação. Os aviões passando a todo instante. Quer bicho de pé? Bicho de pé? Ah um doce? Nunca ouvi falar...até ontem. É, num site.
E se sonhasse, que deus viria tornar real o sonho que sonhara (não um deus canino, mas sim um deus felino, please), e anular todos os outros, e precisar, precisa? Melhor pensar de outra maneira. Tipo: não é o que me falta. Deve ser o queu já tenho o que me atrai, eu que também sou bicho. A novidade, a felicidade e o deslumbramento de encontrar nali descritos os rastros de alguém da sua própria espécie.
Deve ser isso.
